atmosphera


ILUSTRADOR - Marcelo Azalim

Morda-se de inveja!

Esses trabalhos como já me perguntaram, não são de nenhum gringo.  São todos mérito do ilustrador carioca Azalim. É o tipo de coisa que a gente olha e pensa: "como é que esse %$#& da %$#@ fez isso?"

É como eu já comentei antes sobre ilustrações; não se trata daqueles  montes de rabiscos e manchas sobrepostos, aplicados com filtro que alguém de rabo de cavalo empina o nariz e diz com voz afeminada: "é linguagem." Vamos respeitar quem se esforça e atinge um nível de trabalho de verdade como o do Azalim. Aproveite e desfrute mais em sua página:

http://marcelo-azalim.blogspot.com/



Escrito por Urbano às 07h43
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CINEMA - Grand Torino

Sabe o que acontece? muitas pessoas pra se sentirem "cult", abrem mão de opiniões próprias e honestas e adotam certos modismos críticos a fim de fazer parte de uma tribo. É como uma daquelas "olas" em estádio. Um faz e os outros seguem na onda.  Por exemplo, poucos tem coragem de dizer que o filme Drink no Inferno do Tarantino é simplesmente uma bobagem tosca, amadora, que tem uma única cena realmente interessante que é a da Salma Hayek dançando com pouca roupa, porque ela é extremamente gostosa e estava no auge. Só por isso. Todo o resto é de um troço trash cuja Rede Bandeirantes costumava exibir melhores exemplos de madrugada. Se não fossem os nomes envolvidos, ele seria um filme execrado, fadado ao ridículo cujas pessoas no máximo comentariam em tom de deboche. Mas como era (ainda é!) cult falar bem de Tarantino... É até engraçado; se você vê um filme ruim desses e fala bem (mesmo sabendo que é mesmo uma merda) ilusioriamente acha que passa a mensagem de sujeito mais inteligente porque viu coisas ali que outros não viram. Você "entendeu mais." Entendeu não. O filme continua desnecessário, independente de qualquer virtude que se tente extrair.

É quase isso com Clint Eastwood. Sem dúvida um cineasta superior e de verdade, mas não quer dizer que tudo o que faz é uma maravilha. Grand Torino é exemplo de filme bem contado e bem feito... e que  não vai além disso. Mas se você tem necessidade de se sentir adulto, você pode dizer que o filme passa uma mensagem de preconceito, lida com sentimentos como o cinema jamais lidou, um adjetivo aqui, uma frase de efeito ali...e, voilá: você é aceito entre os seus semelhantes!

A história do veterano de guerra Walt Kowalski que acaba sendo herói de seu bairro, pode ser vista confortavelmente em casa num bom dvd. É bem legal Clint Eastwood mostrar os bairros problemáticos e pobres e não uma Los Angeles de vidros espelhados, ele tem a ótima atuação de sempre, é firme quando deve ser e caricato quando se trata de mostrar o desprezo humano tal qual fez em Menina de Ouro. Ótima interpretação do padre por Cristopher Carley e melhor ainda a da menina Ahney Heh (Sue Lor), num personagem original pra quem presta atenção.  Afora isso, é um filme menor. Bonzinho sim, mas nada de outro mundo.

http://www.thegrantorino.com/



Escrito por Urbano às 22h15
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